APÓS ASSEMBLEIA, POLÍCIA MILITAR DECRETA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO; COMANDO NEGA

São cobrados solução para os problemas do novo sistema RH, reforma do estatuto, cumprimento do acordo de 2014, dentre outras reivindicações.

Foto: reprodução

Passados quase três meses de embaraços, os policiais militares e bombeiros do Estado da Bahia decretaram greve na tarde desta terça-feira, dia 08, em assembleia realizada no Clube Adelba, em Salvador. Na oportunidade, o deputado estadual Soldado Prisco, também representante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), relatou que o Governo não sentou na mesa de negociação.

Esperamos que o governo sente e dialogue. O que nós queremos é apenas o diálogo. Se o Governo sentar e dialogar, tenha certeza que a categoria vai avançar. Enquanto não houver diálogo, não tem retorno aos trabalhos.
Esse tumulto não vai partir dos policiais. Nosso pessoal está aqui e a recomendação é vir para cá, para ficar seguro aqui. Recomendo que a população fique em casa, porque a irresponsabilidade neste momento é do Governo do Estado, em não querer negociar. São seis anos de tentativa de negociação”, disse.

Prisco ressaltou que a greve não é deflagrada imediatamente, pois acontece um movimento de segurança por segurança.

Foi declarado o movimento de segurança por segurança. Vocês que estão nos quartéis, não vão para rua. Vocês que estão na rua, venham para Adelba. Fiquem dentro dos quartéis até o Governo negociar”, afirmou.

Entre as pautas dos Militares, estão: melhorias do Planserv, cumprimento do acordo de 2014, solução para os problemas do novo sistema RH, reforma do estatuto da corporação, código de ética; periculosidade; auxílio-alimentação; reajuste da CET; plano de carreira; cumprimento de ordem judicial e isenção de ICMS para Aquisição de Arma de Fogo para policiais e bombeiros militares.

VERSÃO DO ESTADO

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) atribui a decisão a um “pequeno grupo” dentro da corporação, e informa que está monitorando a situação.

O comandante-geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão, informou que a paralisação anunciada pela Aspra não representa o efetivo da categoria, e garantiu que os policiais estarão nas ruas.

Quem fez essa declaração de greve foi o deputado Prisco. Ele e 300 policiais, a maioria aposentados, estão causando esse terrorismo na cidade, mas eu garanto que a nossa tropa continuará trabalhando e que estamos atentos a todo e qualquer episódio. Ele está politizando o processo e isso não tem nada a ver. Nós somos técnicos, a tropa tem comando e um comandante que dialoga com a tropa. Não precisamos de interlocutores. Ele está transformando isso em uma decisão política e não vamos aceitar”, afirmou.

Em nota, a Polícia Militar ratificou que a greve é um movimento político e que tem a intenção de criar clima de insegurança. A Corporação garantiu que o policiamento será mantido dentro da normalidade.

A Polícia Militar da Bahia garante o policiamento ostensivo em todo o estado e tranquiliza a população, que deve manter sua rotina normalmente. Reforça que o responsável pelas operações nas ruas é o Quartel do Comando-Geral, que está pronto para atender a todas as demandas da sociedade. Adianta ainda que, os policiais que não atenderem suas escalas responderão conforme Legislação Militar”, diz a nota.

A Secretaria da Administração do Estado (SAEB) ainda não se pronunciou.

Mais informações, com o decorrer dos fatos.

Fonte:VN/Correio

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