Cardiologista alerta para a associação de inflamação do coração à Zika, Chikungunya e Dengue

Dr. Leandro Serafim vem a público informar novos cuidados nessas doenças

Estamos sofrendo mais uma vez um surto de arboviroses, doenças provocadas por vírus e transmitidas por mosquitos, como Zika, Chikungunya e Dengue. Até aí nada de novo. Contudo, uma nova informação trazida pelo médico Leandro Serafim, cardiologista, chega para elevar os cuidados em relação ao assunto. Segundo ele, a Sociedade Americana de Cardiologia registrou em estudos recentes relatos de casos de miocardite associados a essas patologias, sobretudo a Zika – por aqui não existem estudos nesse nível ainda. Numa vertente, foram realizados exames clínicos, laboratoriais (incluindo estudos virológicos), eletrocardiogramas, radiografias, ecocardiograma, Holter e ressonância magnética em pacientes afetados.

“Quanto antes a gente procurar, identificar, tratar, menos sequelas teremos e menores serão os riscos de morte”

Dr. Leandro Serafim     Cardiologista. Graduado      pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.    Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A miocardite é uma inflamação do músculo do coração, e uma complicação potencialmente letal da infecção pelos arbovírus. Na infecção pelo vírus Zika, por exemplo, ela pode ocorrer nos casos com aparecimento simultâneo de rash cutâneo (empolamento), arritmias atriais ou ventriculares simples, e até mesmo morte súbita na fase aguda.

Segundo o Dr. Leandro Serafim, essa miocardite viral pode fazer com que o coração inche, não permitindo que o órgão funcione de maneira adequada. “Em alguns casos, evoluem para esse quadro de 2% a 10% das pessoas que foram infectadas pelo arbovírus, o da Zika em especial. Fica o conselho para que a população que foi acometida por tais doenças virais e que tenham sintomas, tais quais, cansaço, palpitação ou que seu organismo não esteja funcionando de modo adequado, procure uma avaliação cardiológica com o especialista mais próximo”, frisou Dr. Leandro, que atende em clínicas cardiológicas de Salvador e do interior do estado. Ainda nessa linha de raciocínio, ele lembra que os médicos e equipes de saúde devem estar cientes dessa possibilidade de complicação, além da importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Que nossos cuidados estejam redobrados nesse sentido: população e profissionais de saúde.

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