No último sábado, 30, esteve nos estúdios da Rádio Nova Jornal AM o comandante da Guarda Municipal de Itapetinga (GMI), Weltmo Vieira. Ele atendeu prontamente ao nosso convite para que pudesse esclarecer os fatos acontecidos na Alameda Ruy Barbosa, na manhã da última sexta-feira, 29, envolvendo o vendedor ambulante de salgados Ivanio José Nascimento e sua controversa condução pela GMI.
Foi levantada a possibilidade de que a GMI teria agido de forma equivocada com relação a Ivanio. Surgiram manifestações de desaprovação por todas as partes, pois era essa a impressão inicial obtida após as primeiras informações e imagens veiculadas da ação.
Falando aos munícipes pelos microfones do programa AGORA QUEM FALA É A JORNAL, Weltmo contestou a versão de que a ação dos agentes da GMI teria sido persecutória e inadequada. Expressando-se de forma clara e firme, como é comum, mostrou documentos e evidenciou fatos, trazendo informações ainda não reveladas. Ele discorreu sobre a realidade do acontecimento; deixando evidente que houve distorção da coisa real por motivos outros, num mal entendido.

Segundo o comandante, a corporação, que já completou 52 anos de serviços bem prestados à comunidade, procede sempre nos limites da lei, atuando na prevenção e combate ao crime em toda a cidade. Alterações acontecidas fora dessa linha são imediatamente investigadas, e, se for o caso, devidamente punidas atitudes contrárias ao modelo de conduta.
Prosseguindo em sua declaração, Weltmo indicou a reincidência do vendedor Ivanio Santos ao exercer suas atividades em local inadequado e proibido por lei municipal (vide anexos abaixo). Afirmou ainda, que os procedimentos da guarda, em relação ao cumprimento das normas legais naquele logradouro público, são realizados há algum tempo, sempre tomando com base leis criadas décadas atrás. Tais obrigações determinam que o comércio dos vendedores ambulantes não pode ser realizado em alguns pontos fixos, previamente indicados, no centro da cidade, a “Alameda” é um deles. São determinações existentes bem antes da atual administração municipal. Portanto, descaracterizando qualquer afirmação de perseguição específica dessa ao citado trabalhador.
Assim, na última sexta, após descumprir as regras legais uma vez ao fixar ponto em local proibido na dita alameda, a guarnição da GMI local operou. Em contato com Ivanio, orientaram-no a encaminhar-se ao posto permitido ao seu trabalho, distante alguns passos dali (em frente ao Edifício Juvino Oliveira, na Praça Augusto de Carvalho). No entanto, o ambulante não aceitou as determinações dos agentes, funcionários públicos em legítimo exercício profissional. Houve desacato e posterior resistência à prisão por parte do cidadão. Ainda de acordo com Weltmo, não foi permitida outra opção além do imprescindível uso de força adequada, incluindo algemas, para contê-lo e encaminhá-lo ao Complexo Policial de nossa cidade – num procedimento padrão. Weltmo contestou veementemente as afirmações de que a GMI agiu de forma arbitrária ou agressiva no momento em questão. Deixou claro também que caso o vendedor tivesse simplesmente acatado as solicitações determinadas pela GMI, em seu dever de fazer cumprir as regras, nada daquilo aconteceria.
É importante ressaltar que não estamos avaliando o direito genuíno do trabalhador de realizar suas vendas com seu carrinho de lanches, bem como o de circular com o mesmo. Ninguém deseja que ele deixe de “ganhar seu pão”, pois entendemos que depende dessa atividade. É essencial, entretanto, respeitar as normas legais, exercendo-a em locais definidos e autorizados. O programa AGORA QUEM FALA É A JORNAL, tampouco o comandante da GMI, não manifestaram qualquer ideia contrária ao trabalho de Ivanio em local permitido, ou mesmo ao seu livre deslocamento, sobretudo em tempos difíceis como estes.
Entendemos que é sempre muito bom ouvir os dois lados envolvidos de uma divergência, fica aqui o outro registro. Cabe ao nosso leitor, nosso ouvinte, ao povo, julgar o ocorrido.


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